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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Você tem medo de quê?

Todo mundo tem medo de alguma coisa e isso é absolutamente normal, faz parte do instinto de sobrevivência e preservação. Porém, quando há um temor ou aversão exagerada ante situações, objetos, animais ou lugares, estamos falando de Fobias.

As fobias são aversão ou medo psiconeurótico a objetos ou situações
particulares. O número de fobias possíveis é quase infinito.

Sob o ponto de vista clínico, no âmbito da psicopatologia, as fobias fazem parte do espectro dos transtornos de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares.
Os sintomas são: transpiração excessiva, taquicardia, náusea, vertigem, calafrios, dor no peito, sensação de falta de ar e formigamento.

Os três tipos básicos de fobias são: a agorafobia, a fobia social, as fobias específicas.
Abaixo você encontra uma lista das fobias mais comuns e algumas muito curiosas.

E você, tem medo de quê?

  • Abissofobia — medo de abismos, precipícios; 
  • Ablepsifobia — medo de ficar cego; 
  • Ablutofobia — medo de tomar banho; 
  • Acluofobia — medo ou horror exagerado à escuridão; 
  • Acrofobia — medo de altura; 
  • Aeroacrofobia — medo de lugar aberto e alto; 
  • Aerodromofobia — medo de viagens aéreas; 
  • Aerofobia — medo de ventos, engolir ar ou aspirar substâncias tóxicas; 
  • Afefobia — medo de ser tocado; 
  • Agorafobia — medo de lugares abertos, de estar na multidão, lugares públicos ou deixar lugar seguro; Agirofobia — medo de ruas ou cruzamento de ruas; 
  • Amatofobia — medo de poeiras; 
  • Ambulofobia — medo de andar; 
  • Amnesifobia — medo de perder a memória; 
  • Ancraofobia ou Anemofobia — medo de correntes de ar; 
crédito da imagem: (www.olhares.com/ssalmonete)
  • Anatidaefobia — medo de ser observado por patos; 
  • Anginofobia — medo de engasgar; 
  • Antofobia — medo de flores; 
  • Antropofobia — medo de pessoas ou da sociedade;
  • Apifobia — medo de abelhas; 
  • Aracnefobia ou Aracnofobia — medo de aranhas; 
  • Astrofobia ou astrapofobia — medo de trovões e relâmpagos; 
  • Autofobia — medo de si mesmo ou de ficar sozinho (Monofobia, Isolofobia); 
  • Botanofobia — medo de plantas 
  • Caetofobia — medo de pêlos; 
  • Catagelofobia — medo do ridículo (estar ou ser); 
  • Catisofobia — medo de sentar-se; 
  • Catoptrofobia — medo de espelhos; 
  • Catsaridafobia — medo de baratas; 
  • Cenofobia ou centofobia — medo que caracteriza-se pela aversão e medo mórbido de sentir inquietação de grandes espaços abertos; 
  • Cinofobia — medo de cães; 
  • Corofobia — medo de dançar; 
  • Coitofobia — medo ou aversão à sexo; 
  • Cromofobia ou cromatofobia — medo de cores; 
  • Cronomentrofobia — medo de relógios; 
  • Claustrofobia — medo de espaços confinados ou lugares fechados ou seja, o oposto da agorafobia; 
  • Clinofobia — medo de ir para cama; 
  • Colpofobia — medo de órgãos genitais; 
  • Coprofobia — medo de fezes; 
  • Coulrofobia — medo de palhaços; 
  • Deipnofobia — medo de jantar e conversas do jantar; 
  • Dendrofobia — medo de árvores; 
  • Dextrofobia — medo de objetos do lado direito do corpo; 
  • Disabiliofobia — medo de se vestir na frente de alguém; 
  • Eisoptrofobia — medo de espelhos ou de se ver no espelho; 
  • Eleuterofobia — medo da liberdade; 
  • Emetofobia — medo de vomitar; 
  • Enosiofobia ou enissofobia — medo de ter cometido um pecado ou crítica imperdoável; 
  • Entomofobia — medo de insetos; 
  • Equinofobia — medo de cavalos; 
  • Eremofobia — medo de ficar só; 
  • Escopofobia ou escoptofobia — medo de estar sendo olhado; 
  • Espectrofobia — medo de fantasmas ou espectros; 
  • Estenofobia — medo de lugares ou coisas estreitas; 
  • Estruminofobia — medo de morrer defecando; 
  • Fagofobia — medo de engolir ou de comer; 
  • Falacrofobia — medo de tornar-se careca; 
  • Fengofobia — medo da luz do dia ou nascer do sol; 
  • Fobia social — medo de estar sendo avaliado negativamente (socialmente) 
  • Geliofobia — medo de rir; 
  • Gerontofobia — medo de pessoas idosas; 
  • Glossofobia — medo de falar ou tentar falar em publico; 
  • Hexacosioihexecontahexafobia — medo do número 666; 
  • Hidrofobia — medo de água; 
  • Hielofobia ou hialofobia — medo de vidro; 
  • Hobofobia — medo de bêbados ou mendigos; 
  • Hipopotomonstrosesquipedaliofobia — medo de palavras grandes; 
  • Iatrofobia — medo de ir ao médico; 
  • Lactofobia — medo de leite; 
  • Lissofobia — medo de ficar louco; 
  • Locquiofobia — medo de nascimento (criança); 
  • Maniafobia — medo de insanidade; 
  • Melanofobia — medo de cor preta; 
  • Melofobia — medo ou ódio de música; 
  • Mirmecofobia — medo de formigas; 
  • Motefobia — medo de borboleta e mariposa; 
  • Musofobia ou murofobia — medo de ratos;
  • Narigofobia — medo de narizes; 

  • Narigofobia — medo de narizes; 
  • Obesofobia — medo de ganhar peso (pocrescofobia); 
  • Odontofobia — medo de dentista ou cirurgia odontológica; 
  • Oftalmofobia — medo de estar sendo vigiado; 
  • Olfactofobia — medo de cheiros; 
  • Ombrofobia — medo de chuva ou de estar chovendo; 
  • Ometafobia ou omatofobia — medo de olhos; 
  • Oneirofobia — medo de sonhos; 
  • Onomatofobia — medo de ouvir certas palavras ou nomes; 
  • Octofobia — medo do numero 8. 
  • Pedofobia — medo das crianças; 
  • Penterofobia — medo da sogra; 
  • Pirofobia — medo do fogo; 
  • Ripofobia — medo de defecar; 
  • Selenofobia — medo da lua; 
  • Siderofobia — medo de estrelas; 
  • Sinistrofobia — medo de coisas do lado esquerdo, mão esquerda; 
  • Sociofobia — medo da sociedade ou de pessoas em geral; 
  • Somnifobia — medo de dormir; 
  • Tafofobia ou tafefobia — medo de ser enterrado vivo; 
  • Talassofobia — medo do mar; 
  • Teatrofobia — medo de teatro; 
  • Telefonofobia — medo de telefone; 
  • Teofobia — medo de Deus ou de religião; 
  • Teratofobia — medo de crianças ou pessoas deformadas; 
  • Termofobia — medo de calor; 
  • Tetrafobia — medo do número 4; 
  • Triscaidecafobia — medo do número 13; 
  • Unatractifobia — medo de pessoas feias; 
  • Uranusfobia — medo do planeta Urano; 
  • Uranofobia — medo do céu; 
  • Uiofobia — medo dos próprios filhos; medo da prole. 
  • Xantofobia — medo da cor amarela / medo de objetos de cor amarela; 
  • Zoofobia — medo de animais.
  • segunda-feira, 27 de outubro de 2008

    Flor de Lótus - Pes enfaixados

    Enfaixar os pés desde menina, com ataduras apertadas o suficiente para quebrar ossos e arqueá-los, interrompendo o crescimento, foi um costume na China por muito tempo, pelo menos desde o início do século X.

    O enfaixe começava aos 5 anos de idade, tradição passada de mãe para filha, e tinha por objetivo atrair o sexo oposto e conquistar um bom casamento.

    As ataduras dobravam os quatro dedos menores até a sola dos pés e forçavam o calcanhar para dentro, exagerando o arco. O processo era torturante. Garotas choravam em agonia, incapazes de comer, beber ou pensar por causa da dor.‘‘Claro que isso era doloroso’’, lembra Wang Yixian, 78 anos. ‘‘Mas se você não enfaixava os pés, não achava marido.’’
     

    Muitos chineses achavam os pés atrofiados muito eróticos, como os seios são para os americanos e o bumbum para os brasileiros. A idéia era de que unidos, lembrassem a flor de lótus e formassem uma 'segunda vagina', muitas vezes mais interessante para o homem do que a própria vagina. Um pé enfaixado com sucesso tinha de 7cm a 10cm. Andar era difícil: as mulheres oscilavam de um lado para o outro, o que também evocavalembrava a imagem da flor de lótus ao vento.


    Alguns homens, rapazinhos que eram 'adotados' por homossexuais, também tinham os pés enfaixados. Os homossexuais e travestis chineses que não tinham os pés atrofiados, procuravam imitá-los, passando pela tortura de usarem sapatos muito estreitos e pequenos, para ter o que julgavam ser uma aparência  mais sensual.

    Em menor grau, tais costumes eram comuns na Coréia, na Indonésia, no Tibete, no Japão e em outras localidades da Ásia. Em 1963, o professor Francis Hsu escreveu que os judeus que viviam na China também faziam suas filhas ter os pés atrofiados.
    Pés Enfaixados x Comunismo

    Reformistas, durante a última dinastia chinesa, a dos Qing, tentaram banir a prática do atrofiamento dos pés mas o costume  só foi abolido quando os comunistas tomaram o poder em 1949.

    Mulheres que tiveram seus pés enfaixados pela maior parte de suas vidas foram chamadas a desenfaixá-los depois que os comunistas assumiram o poder e baniram o costume, em 1949. O que uma vez disseram que era bonito tornou-se tão ridicularizado quanto repulsivo. Mulheres que tinham suportado a dor para encaixar-se em ideais de beleza eram repentinamente objeto de escárnio.
        
    A prática banida deixou problemas de saúde visíveis nas mulheres cujos pés foram alguma vez enfaixados. Um estudo de 1997 do Jornal Americano de Saúde Pública mostrou que elas são mais suscetíveis a quedas e têm riscos maiores de fraturar a espinha e os quadris.

    Veja abaixo um vídeo que mostra como eram os pés enfaixados, os sapatinhos que eram utilizados e os efeitos sobre a saúde, deste costume que muito agradou eroticamente aos homens, mas que custou um sofrimento terrível às mulheres.


    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Tara não, parafilia!


    Aquilo que a nossa sociedade chamava até bem pouco tempo de "perversão" ou "tara" é atualmente conhecido como parafilia.
    Quando se fala em desejo sexual, o limite que separa o normal do patológico pode ser, muitas vezes, extremamente tênue. De acordo com a intensidade em que se apresentem estas "tendências variantes" do desejo, este pode ser classificado como uma variação do desejo ou como uma parafilia propriamente dita.

    A intensidade dessas "variações do desejo" pode ser:

    Mínima - relaciona-se mais à fantasia espontânea do que ao ato propriamente dito, não perturbando as atividades sexuais convencionais;

    Acentuada - também acontece ao nível da fantasia mas, neste caso, o indivíduo é quem busca fantasiar, pois sabe que só assim conseguirá satisfazer às suas necessidades sexuais;

    Preferencial - expressão da fantasia em atos reais, que são eleitos como a forma preferencial ou única para obter excitação erótica, interferindo assim na atividade sexual convencional.

    As parafilias estão contidas no terceiro nível de intensidade (Preferncial), sendo consideradas como uma perturbação sexual qualitativa ou como um transtorno de preferência sexual.

    Se a parafilia não obriga seu portador a transgredir as leis ou prejudicar a terceiros, não há porque se fazer alarde do caso, a menos que seja o próprio sujeito quem se incomode com ela. Neste caso, ele pode procurar ajuda, mas tem que estar ciente de que os efeitos dos tratamentos existentes são parciais e, dependendo da parafilia, quase nulos.

    O mais importante é que se tome consciência da necessidade de viver a sexualidade parafílica com os mesmos critérios de responsabilidade da sexualidade convencional, não se sentindo responsável por suas tendências, mas sim pela maneira como as vivencia.

    As parafilias mais conhecidas são as seguintes:

    Acrotomofilia Preferência por pessoas que tenham alguma parte de seus corpos amputada, pois a excitação é proporcionada justamente pela falta daquela parte.
    Quando a excitação acontece quando um membro do próprio corpo é amputado, chama-se apotemnofilia ou amelotatista.

    Agalmatofilia
    Excitação provocada pela observação de estátua ou modelo representativo de pessoa nua. Se a excitação acontece não apenas com a observação, mas com o uso da estátua, pode ser chamado de pigmalionismo.

    Andromimetofilia
    Atração por pessoas que embora tenham o sexo feminino, representem e se relacionem eroticamente como se fossem homens.

    Asfixiofilia
    Consiste em tentar intensificar o estímulo sexual pela privação de oxigênio, seja através da utilização de um saco plástico amarrado sobre a cabeça ou de alguma técnica de estrangulamento. Estima-se que só nos Estados Unidos entre 500 a mil pessoas morram acidentalmente por ano vítimas desta prática.
    Também conhecido como hipoxifilia.

    Autoasesinofilia
    Excitação relacionada à possibilidade de encenar ou manejar uma morte masoquista de si mesmo por assassinato.

    Autonepiofilia A pessoa se excita ao fingir que é um bebê de fraldas e seu parceiro a trata como tal. Outras variações neste estilo são o infantilismo parafílico, quando a pessoa finge ser uma criança, de qualquer idade, ou juvenilismo parafílico, quando se finge ser um adolescente.

    Biastofilia
    O indivíduo se excita quando, ao atacar uma pessoa desconhecida, esta aparenta estar aterrorizada.

    Clismafilia
    Refere-se à excitação erótica provocada pela injeção de alguma substância no reto, geralmente água ou solução medicamentosa.

    Crematistofilia
    O indivíduo se excita quando é obrigado a pagar ou então é roubado por sua parceira sexual.

    Coprofilia
    O indivíduo excita-se e obtém prazer através do contato com excrementos ou inalação de seu cheiro.
    Quando a estimulação erótica se dá através do cheiro da urina, pode ser chamada de renifleurismo; se a urina for ingerida, chama-se urofilia.

    Efebofilia
    Atração por parceiros púberes ou adolescentes.

    Erotofonofilia
    Excita-se com a possibilidade de matar o companheiro, coincidindo esta morte com o próprio orgasmo.

    Escatofilia
    Excitação através de conversas íntimas com pessoas conhecidas ou desconhecidas, durante as quais faz uso de palavras vulgares. Tambem conhecida como telefonescaptofilia.

    Estigmatofilia
    Atração por parceiros que tenham tatuagens, cicatrizes ou perfurações no corpo com finalidade de uso de jóias de ouro, principalmente na região genital.

    Fetichismo
    Eleição de um objeto ou determinada parte do corpo como elemento desencadeador da excitação sexual (ex.: calcinhas, sapatos, pés...).

    Formicofilia
    Excitação através do contato com pequenos animais, tais como caracóis, rãs, formigas e outros insetos que deslizam, arrastam-se ou mordam os genitais, a região do períneo e os mamilos.

    Froterismo Excitação advinda do ato de encostar os órgãos sexuais ou esfregá-los no corpo de pessoas desconhecidas em meio à multidão. Ocupa o 4º lugar na lista de incidência de pacientes em tratamento.

    Gerontofilia
    Gerontofilia: atração sexual por parceiros muito mais velhos (com a idade de seus pais ou avós, por exemplo).

    Ginemimetofilia
    Atração por pessoas que embora tenham o sexo masculino, representem e se relacionem eroticamente como se fossem mulheres.

    Hibristofilia
    Atração por criminosos perigosos, que tenham cometido crimes como violação, assassinato ou roubo armado.

    Hifefilia Excitação por meio do toque ou roçar na pele de materiais que sejam utilizados nas áreas eróticas do corpo (pelo, couro, tecido, etc.).

    Kleptolagnia
    Gratificação erótica provocada pelo roubo. Quando o roubo é na casa de um desconhecido ou parceiro em potencial, pode ser chamado de Kleptofilia.

    Morfofilia
    Atração sexual por parceiros que possuam uma ou mais características particularizadas no corpo.

    Misofilia
    O indivíduo se sente excitado se cheirar, mastigar ou realizar outra ação com roupas sujas, suadas ou com artigos de higiene menstrual (absorventes, toalhas higiências etc).

    Narratofilia
    A pessoa só obtem excitação se contar histórias eróticas ao parceiro, principalmente aquelas consideradas sujas, pornográficas ou obcenas.

    Necrofilia
    Atração sexual por cadáveres. Há indícios de que alguns assassinatos são cometidos exclusivamente com a intensão de manter relações sexuais com o corpo inanimado.

    Normofilia
    Excitação através da plena concordância com os padrões sociais, religiosos e legais. (Em outras palavras, ser certinho demais também pode ser considerado um desvio sexual).

    Olfatofilia
    Excitação advinda da inalação dos odores das diferentes partes do corpo, principalmente os órgãos genitais.

    Pederastia
    Atração sexual do homem velho por sexo anal com adolescentes homens.

    Pictofilia
    Excitação obtida através da visualização de fotografias, imagens ou vídeos de atividades comumente consideradas como sujas, pornográficas ou obscenas, na presença do parceiro.

    Somnofilia
    O indivíduo só consegue se excitar se puder acordar um desconhecido fazendo-lhe carícias eróticas, até mesmo o sexo oral, mas sem que seja preciso o emprego da força ou violência.

    Sadomasoquismo
    Refere-se à pessoa que só sente satisfação sexual através de uma dor experimentada por ela mesma ou infligida a outrem. Um indivíduo pode ser sádico, masoquista, ou ambos.

    Simforofilia
    A excitação advém da possibilidade de ocorrência de um desastre, como um acidente de trânsito, por exemplo, e observação de suas consequências.

    Toucherismo
    A excitação está relacionada à possibilidade de tocar o corpo de um desconhecido, principalmente os seios, nádegas e genitais.

    Zoofilia
    Essa excitação está ligada ao contato sexual com animais. Algumas pessoas chegam até a treiná-los especialmente para isso.


    Fonte: Orbita.starmedia.com

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    quinta-feira, 20 de setembro de 2007

    Amor à primeira vista


    Os autores de um estudo publicado na revista "Journal of Personality and Social Psychology" descobriram que as pessoas tendem a se fixar em rostos atrativos até meio segundo depois de vê-las, e então as qualificam como possíveis parceiros ou rivais.
    "O estudo chega aos aspectos perceptivos básicos na busca de parceiros", disse o psicólogo Jon Maner, da Universidade Estadual da Flórida, que chefiou a pesquisa. "Ele mostra o quão rapidamente, fortemente e automaticamente as pessoas ficam sintonizadas com a atratividade física, seja procurando parceiros ou guardando seus parceiros de potenciais rivais", disse ele.
    No estudo, alunos universitários viam durante um segundo fotos de pessoas muito atraentes ou de aparência mediana, e então tinham de olhar para outras coisas. Ao medir o tempo de reação das pessoas, Maner e sua equipe conseguiram determinar que basta meio segundo para aferir se alguém é atraente. Além disso, as pessoas tendiam a se fixar nos rostos atraentes por meio segundo a mais além do limite de um segundo.

    Os universitários solteiros em geral se interessavam pelo sexo oposto. "[As muito atraentes] são o tipo de pessoa que podemos preferir como parceiros românticos, mas não significa que seríamos capazes de ter um relacionamento com elas, porque pessoas altamente atraentes são muito disputadas", disse Maner.

    Já as pessoas envolvidas em um relacionamento afetivo pareciam, ao ver as fotos, mais interessadas nas pessoas do mesmo gênero. "[Em relação às pessoas mais bonitas] nós temos ciúmes e ficamos vigilantes, preocupando-nos com a infidelidade ao tentarmos guardar nossos parceiros", explicou Maner.

    O estudo também mostrou as armadilhas da fixação visual, inclusive os efeitos negativos para a auto-estima quando se olha uma pessoa atraente do mesmo sexo. Segundo Maner, essa negatividade pode estar ligada a distúrbios como a bulimia.

    Outro inconveniente é que as pessoas se tornam menos satisfeitas com suas atuais relações. "A evidência nos mostra que quando vemos alternativas atraentes aos nossos parceiros isso nos faz sentir menos satisfeitos e menos comprometidos com o nosso atual parceiro, o que claramente tem implicações para o sucesso da relação."

    G1